Faça uma busca
|
Publicado em: 9 de julho de 2019

Descubra por que dietas sem carboidrato não funcionam

O equilíbrio é o caminho certo para alcançar o peso desejado. Entenda como dietas sem carboidratos podem não ser a melhor escolha.

Imagem: SIphotography/iStock

O que eleva a glicose? Simples: carboidratos. Então, por que não apenas eliminá-los da dieta como ervas daninhas do jardim? Por que não acabar com o açúcar no sangue desistindo do pão, do macarrão, do arroz e dos cereais? Já tentamos. A mania das dietas sem carboidrato está começando a diminuir, e isso é bom, pois a longo prazo essas dietas não fazem bem. Isso não quer dizer que não é inteligente cortar carboidratos – apenas não exagere.

Muitas dietas sem carboidratos mostraram-se menos eficazes e saudáveis do que prometiam.

Quando as dietas pobres em carboidrato se tornaram populares, pareciam um suspiro de alívio depois das dietas pobres em gordura (e ricas em carboidrato) que as precederam. Lembra-se dos biscoitos, bolos e tudo o mais com pouca gordura? Com as dietas pobres em carboidrato, de repente as pessoas poderiam se entupir de bacon e ainda perder peso, desde que estivessem dispostas a comer hambúrguer sem o pão e praticamente desistir do macarrão.

Todos estavam encantados com os resultados dessas dietas. A perda de peso podia acontecer muito rapidamente, algumas vezes em poucos dias. E, surpreendentemente, parecia vir sempre acompanhada de benefícios à saúde, como a redução do colesterol, da pressão arterial e dos triglicerídeos (gorduras no sangue relacionadas a infartos do miocárdio).

Mas, o que aconteceria se você seguisse uma das mais radicais dietas livres de carboidratos?

  • Grindi/iStock

    Normalmente, essas dietas começam com uma fase de “indução”, que elimina quase todas as fontes de carboidratos. Você consumirá apenas 20 g de carboidratos por dia. Isso equivale a menos de 100 calorias – quase o mesmo que quatro biscoitos cream cracker. Em uma dieta de 1.200 calorias, isso não representa mais do que cerca de 8% das calorias diárias. Os nutricionistas, no entanto, recomendam que 45% a 65% do total de calorias diárias seja proveniente de carboidratos.


  • stacey_newman/iStock

    Quando o consumo de carboidratos cai para menos de 100 g, o corpo costuma responder queimando tecido muscular para obter glicogênio (glicose armazenada nos músculos). Quando essas reservas de glicogênio começam a diminuir, o corpo responde queimando gordura corporal. Mas esse é um jeito muito ineficiente e complicado de produzir glicose.


  • Iryna Imago/iStock

    Quando o organismo passar a consumir massa corporal magra – ou seja, músculo – para transformá-la em energia, o metabolismo ficará mais lento, pois o tecido muscular queima muitas calorias. Essa pode ser uma das razões pelas quais volta-se a ganhar peso depois de se abster de carboidratos por um tempo.


  • tataks/iStock

    Os efeitos no coração também são questionáveis. O colesterol “ruim” (LDL) irá às alturas – especialmente se você seguir uma dieta rica em gordura saturada, consumindo carne e bacon. Os níveis de homocisteína, aminoácido que aumenta o risco de doenças cardíacas, também poderão se elevar com o consumo de muita carne e poucas verduras. E para se livrar das cetonas produzidas com a queima de gordura para gerar energia, os rins precisarão trabalhar mais, aumentando o risco de formação de cálculos renais.


  • ratmaner/iStock

    Se você está acima do peso ou obeso e tem resistência à insulina – e principalmente se tem pré-diabetes ou diabetes –, cortar todos os carboidratos pode trazer benefícios imediatos à saúde. Mas, ironicamente, as dietas pobres em carboidrato podem interferir até na sensibilidade à insulina: certa quantidade de carboidrato pode ser necessária para que o pâncreas, produtor da insulina que equilibra a glicose, possa trabalhar bem.


  • egal/iStock

    Você sentirá o peso da privação não só porque terá de abrir mão de pão, frutas e todo o restante. Seu corpo também será privado de alimentos e nutrientes essenciais para a boa saúde, entre os quais:

    Grãos integrais – Protegem contra síndrome metabólica, diabetes, doenças cardíacas, infarto e câncer.


  • pilipphoto/iStock

    Frutas e verduras – Ajudam a prevenir doenças cardíacas, infarto e alguns tipos de câncer. A maioria das frutas e verduras satisfaz bastante fornecendo poucas calorias, então podem ajudar a cortar calorias sem privação. De fato, estudos mostram que quanto mais frutas e verduras as pessoas ingerem, mais magras tendem a ser.


  • Diana Taliun/iStock

    Feijões – Ricos em proteína, carboidratos complexos e vitaminas do complexo B, os feijões não têm gordura saturada e são ricos em fibra solúvel. Além disso, contêm fitoquímicos que protegem contra doenças cardíacas e câncer.


  • karandaev/iStock

    Laticínios com pouca gordura – Sim, você pode comer manteiga e creme de leite em uma dieta que restringe carboidratos, mas esses alimentos não contêm tanto cálcio e proteína. As versões de leite e iogurte sem gordura e com pouca gordura são ótimas fontes desses nutrientes.


  • id-art/iStock

    Fibras – Obter fibras desses alimentos (exceto os laticínios) ajuda a reduzir o risco de doenças cardíacas e diabetes. Muitas frutas, verduras e feijões são particularmente ricos em fibras solúveis que ajudam a reduzir a glicose no sangue, controlar a fome e diminuir o LDL-colesterol.


  • artisteer/iStock

    Vitaminas, minerais e fitoquímicos protetores da saúde – Grãos integrais, por exemplo, são ricos em componentes como lignanas, que podem proteger contra diabetes independentemente de seus efeitos sobre a glicose. E sem frutas e verduras seria extremamente difícil obter vitamina C suficiente ou outros antioxidantes que combatem doenças.


  • grinvalds/iStock

    A boa notícia? Muitas das vantagens da perda de peso dessas dietas podem não ter nada a ver com a restrição de carboidratos. O principal benefício pode acontecer por causa da proteína extra – e você pode adicionar proteína na sua dieta mesmo se não cortar drasticamente os carboidratos. Um dos motivos pode ser o fato de a proteína estimular o organismo a queimar um pouco mais de calorias do que os carboidratos e gorduras.


  • Wand_Prapan/iStock

    A principal razão é que os alimentos ricos em proteínas oferecem sensação de saciedade por mais tempo; assim, comemos menos calorias e perdemos mais peso quando consumimos muita proteína.


Assine a nossa newsletter e receba nosso conteúdo em primeira mão!

assine a nossa newsletter
Entendo que passarei a receber ofertas de produtos, serviços, informativos e presentes grátis, além de outras promoções de Seleções e de parceiros. Para mais informações, acesse nossa Política de Privacidade e Uso de Dados


close