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Publicado em: 4 de julho de 2019

Hérnia de disco: causas, sintomas e tratamento

São registrados mais de 2 milhões de casos de hérnia de disco no Brasil. Entenda melhor o que é esta lesão e qual o prognóstico após o tratamento.

Imagem: wildpixel/iStock

Os discos intervertebrais são formados por uma camada externa resistente que circunda um centro mais macio, conhecido como núcleo pulposo. Chamamos de hérnia de disco quando há protrusão desse centro macio para trás, distorcendo o disco, que pode comprimir os nervos que saem da coluna ou a própria coluna.

A parte lombar da coluna é acometida com mais frequência, particularmente o disco entre a quarta e a quinta vértebras lombares ou entre a quinta vértebra lombar e a primeira vértebra sacral na parte inferior das costas. Às vezes as partes mais altas da coluna vertebral também são afetadas, sobretudo a coluna cervical.

Em algumas ocasiões o anel fibroso se rompe e o conteúdo do disco extravasa para o canal vertebral. Isso pode agravar os sintomas, mas, estranhamente, também é possível que melhorem depois dessa ruptura ou herniação do disco.

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Quais são as causas da hérnia de disco?

A hérnia de disco costuma resultar de uma lesão leve, que ocorre quando uma pessoa se curva para a frente de repente ou levanta um objeto pesado de forma errada.

Quais são os sintomas?

Eles surgem tanto gradual quanto subitamente. O tipo e a área afetada dependem do local da hérnia e da compressão dos nervos espinais ou da própria medula pelo disco.

Nas lesões da coluna cervical em que há compressão dos nervos, podem ocorrer dor, formigamento, dormência e fraqueza, principalmente no antebraço e na mão. Os movimentos da coluna vertebral também são restritos.

As lesões do disco lombar provocam sintomas semelhantes, mas que afetam as pernas. Os músculos das costas adjacentes à área acometida também sofrem espasmo, como se tentassem proteger a coluna de danos adicionais.

Por vezes há ruptura de um disco lombar e extravasamento do conteúdo, resultando em lesão da cauda equina, um feixe de nervos originados na parte inferior da medula. Isso leva o paciente a perder o controle da bexiga e do intestino. Também pode haver dor nas costas que se propaga para as pernas.

Como é feito o diagnóstico?

A descrição dos sintomas e o exame físico geralmente indicam a hérnia de disco. O médico solicita uma radiografia para pesquisa de outras possíveis causas de dor nas costas. A ressonância magnética ou a tomografia computadorizada determinam o local exato e o grau da hérnia.

Quais são as opções de tratamento?

A hérnia de disco cervical melhora com repouso, analgésicos e, às vezes, tração. O uso de um colar cervical de sustentação também ajuda. Em alguns casos, a dor é tão intensa que se considera a retirada do disco lesado. As vértebras acometidas podem ser fundidas para evitar instabilidade das vértebras cervicais e/ou persistência dos sintomas, embora isso limite o movimento da coluna cervical.

Os sintomas da hérnia de disco lombar também melhoram após um período de repouso. O caso às vezes exige analgésicos, e a tração para alongar a coluna vertebral e reduzir a pressão em torno do disco herniado pode ser útil, assim como fisioterapia. Quando são recomendados exercícios para as costas, devem ser continuados por toda a vida, para diminuir o risco de recorrência. Em caso de dor forte e persistente é possível administrar injeções locais de anestésicos.

A cirurgia é uma opção se os sintomas persistem ou se agravam, ou em caso de dor muito intensa; nas lesões da cauda equina, ela é uma urgência.

A cirurgia consiste em retirar o disco, seja por técnica tradicional ou por microdiscectomia – novo procedimento endoscópico no qual o cirurgião é guiado por imagens de uma câmera introduzida por uma pequena incisão e retira o disco por outra. O período de recuperação tende a ser mais curto após uma microdiscectomia. No entanto, a retirada de um disco pode levar a novas áreas de tensão nas costas e, mais tarde, rigidez e dor.

Qual é o prognóstico?

Embora melhore com repouso e analgésicos, a hérnia de disco tende a recorrer. Mesmo após cirurgia, há casos em que os sintomas persistem.

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