Os transtornos alimentares são considerados mais graves que hábitos alimentares irregulares, já que o transtorno é visto como mais do que uma perturbação alimentar. Nessa, a pessoa não consegue comer, ou até mesmo comer excessivamente, por diversos motivos. 

Normalmente, o distúrbio aparece como indicação de um problema psicológico complexo, como ansiedade e até mesmo pressão social, e muitas vezes está relacionado com a aparência e peso. 

Pacientes que sofrem com esses tipos de transtorno costumam relutar em procurar ajuda e se tornam especialistas em disfarçar a própria doença, até chegar no ponto em que é impossível continuar escondendo-a. 

Segundo a Associação Americana de Psiquiatria, existem mais de 70 milhões de pessoas no mundo que sofrem com distúrbios alimentares. E de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 4,7% dos brasileiros sofrem com transtornos relacionados à alimentação e, na adolescência, o índice fica em torno de 10%. 

Atenção:
Para ter o diagnóstico correto dos seus sintomas e fazer um tratamento eficaz e seguro, procure orientações de um médico ou farmacêutico.

Existem quantos tipos de transtornos alimentares?

Os distúrbios alimentares mais comuns são:

  • Anorexia nervosa (pacientes se acham acima do peso e acabam fazendo exercício físico em excesso,uso de laxantes e param de comer a quantidade essencial);
  • Bulimia nervosa (indivíduos se sentem culpados após comer demais e acabam vomitando todos os alimentos ingeridos ao longo do dia);
  • Compulsão alimentar (pacientes comem demais, mais do que o necessário).

Leia também: Anorexia nervosa: entenda este distúrbio alimentar fatal

Imagem: vadimguzhva/iStock

Mas existem muito outros transtornos alimentares que são menos conhecidos mas que afetam os indivíduos da mesma maneira. Você conferir outros na nossa matéria que fala sobre os tipos de distúrbios alimentares! É só clicar aqui. 

Quais são as causas dos transtornos alimentares?

Os distúrbios alimentares podem afetar qualquer tipo de pessoas, mas adolescentes e jovens mulheres adultos estão mais predispostos a desenvolvê-los.

Uma explicação pode ser o “padrão de beleza” que sempre foi imposto pela sociedade mas, agora, ganhou proporções muito maiores com as redes sociais, já que as pessoas sentem uma necessidade de estarem bonitas e magras a qualquer custo, para ganhar mais curtidas no Instagram, por exemplo. 

Além disso, existem outros fatores que podem ser considerados como possíveis causas para indivíduos desenvolverem distúrbios alimentares, como:

  • Genéticos;
  • Históricos familiares;
  • Sociais;
  • Comportamentais;
  • Psicológicos;
  • E a baixa autoestima.

De acordo com o Ministério da Educação, os distúrbios alimentares ainda podem estar ligados com:

  • Depressão;
  • Transtorno de personalidade;
  • Abuso de drogas, dentre outros. 

Quais são os sintomas de quem tem esses distúrbios?

O sinais mais aparentes em indivíduos que sofrem ou venham a sofrer com transtornos alimentares são:

  • Preocupação com a comida;
  • Perda rápida de peso;
  • Prisão de ventre;
  • Vômitos;
  • Fadiga excessiva;
  • Fraqueza muscular;
  • Obesidade;
  • Problemas dentários.

Imagem: Ralf Geithe/iStock

Cada um desses sintomas pode acarretar em outros problemas de saúde, como a falta de vitaminas essenciais no corpo, gastrite, ansiedade, depressão, dentre outros. Por isso, é muito importante, ao presenciar situações como essa, recorrer à ajuda de profissionais da saúde que vão saber quais as providências que devem ser tomadas. 

Qual o tratamento para quem sofre com transtornos alimentares?

Caso se identifique, ou conheça alguém que possa se identificar, com os sintomas citados acima, a orientação é buscar ajuda de profissionais da saúde o mais rápido possível. O tratamento, normalmente, é feito com uma equipe multidisciplinar, composta por endocrinologistas, nutricionistas, psiquiatras e psicólogos. 

As indicações normalmente variam de caso a caso, sendo possível ter que fazer uma reeducação alimentar e/ou, até mesmo, a ingestão de medicamentos. Lembrando que isso tudo vai ser indicado pelo médico que atender o paciente com os sintomas.