Se o corpo humano fosse uma marionete, os tendões seriam as cordinhas. Essas estruturas ligam os músculos aos ossos, permitindo que o corpo se mova quando os músculos se contraem. Veja a seguir como identificar os problemas mais comuns (tendinite e bursite) e o que fazer para se livrar da dor:

Qual a diferença?

Na fala popular, a dor nos tendões é chamada de tendinite (definida como inflamação de um tendão). No entanto, o problema mais comum nos tendões não é causado apenas pela inflamação: é a lesão por excesso de uso, que envolve degeneração do tecido e um inchaço ligado à retenção de água, e o termo clínico preferido é “tendinopatia”.

Perto dos tendões ficam as bursas, almofadas cheias de fluido que permitem o deslizamento suave nos pontos onde os tendões e outras partes móveis teriam contato com os ossos. Quando há inflamação da bursa, uma doença chamada “bursite”, a sensação pode ser semelhante à da tendinopatia, com inchaço e dor localizada.

Em geral, os problemas do tendão só causam dor durante o movimento, mas a bursite pode doer até em repouso.

Qual são as causas?

Qualquer pessoa pode sofrer dessas doenças, mas o risco aumenta com a idade. A principal causa da bursite e da tendinopatia é o estresse repetitivo. Elas podem ser provocadas por maus hábitos posturais, pelo uso de ferramentas durante horas ou por apertar as mãos no volante ao dirigir. Quem repete os mesmos movimentos constantemente corre mais risco.

Se seu trabalho ou hobby contribui para o problema, o fisioterapeuta pode sugerir ajustes das ferramentas, do local de trabalho ou do posicionamento do corpo.

As áreas mais afetadas são ombros, cotovelos, pulsos, quadris, joelhos e tornozelos. Diferentemente da artrite, na maioria dos casos a tendinopatia e a bursite melhoram.

Como tratar

Para apressar a cura, é preciso “reduzir a atividade da área afetada a um nível que não irrite demais o tendão”, diz o Dr. Seth O’Neill, fisioterapeuta filiado à Chartered Society of Physiotherapy, no Reino Unido. “No entanto, o repouso total não é ideal porque, como os músculos, os tendões enfraquecem com o excesso de repouso.”

Uma regra: se um movimento provoca dor e inchaço prolongados, reduza-o até que a dor fique tolerável. Também é possível aplicar gelo à área nos primeiros dias e tomar anti-inflamatórios. Se a dor não diminuir em um ou dois meses, procure um médico. A longo prazo, a tendinopatia e a bursite podem exigir fisioterapia; sustentação física (bengala, tala ou aparelho); e, em casos graves, cirurgia.

Por SAMANTHA RIDEOUT

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