Artrite. Se a palavra faz você pensar em idosos com vidros de ibuprofeno, você precisa se atualizar. E isso porque esta doença dolorosa das articulações pode ter muitas formas.

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Atualmente, o tipo mais comum, que afeta 4% dos brasileiros, é a osteoartrite. A revista britânica Rheumatology indica risco de 45% de se sofrer de osteoartrite do joelho e de 25% do quadril. De acordo com a revista, é a causa de incapacidade física que mais cresce no mundo.

A gota afeta entre 1% e 2,5% da população, dependendo do país. Já a artrite psoriática, menos de 0,5%. E a artrite reumatoide, cerca de 1%.

Segundo a Liga Europeia Contra o Reumatismo (EULAR), as doenças reumáticas e outras doenças musculoesqueléticas atacarão mais de 120 milhões de pessoas em algum momento da vida.

Não há cura para nenhuma forma dessa doença incômoda. Mas a ciência já fez vários progressos para tratar a dor e a inflamação e também interromper o dano articular. Mas qual é a primeira linha de defesa? Informar-se!

Confira tudo que você deve saber sobre a artrite:

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Osteoartrite (OA)

Desgaste da cartilagem amortecedora entre as articulações, que costuma provocar inflamação crônica – e, em alguns casos, é causada por ela.

1 A velha radiografia é a melhor ferramenta para o diagnóstico.

Um estudo da Universidade de Washington observou que as radiografias permitem diagnosticar a OA com tanta exatidão quanto a ressonância magnética; e são muito mais rápidas e baratas. Identificar logo a artrite permite mudar o estilo de vida antes que haja dano irreversível aos joelhos (a mais frequente) ou a outras articulações.

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2 O tratamento mais comum da OA não conserta as articulações.

Até 85% dos pacientes experimentam anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), como o ibuprofeno. Embora sejam eficazes para ajudar a passar o dia, Kelli Allen, pesquisadora da Universidade da Carolina do Norte, diz que eles não protegem as articulações do dano progressivo e podem ter efeitos colaterais graves.


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3 Quando usaram gel, gotas ou adesivos, metade das pessoas com OA disse que a dor diminuiu 50% ou mais em 12 semanas.

Como essas versões são de aplicação local, menos medicamento entra na corrente sanguínea. O que reduz o risco de sangramento gastrointestinal, problemas cardíacos e outros efeitos colaterais. Não use esses tratamentos tópicos se tiver doença renal ou se estiver tomando AINEs por via oral.


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4 Opioides aumentam a dor.

Um estudo de 2018 com 240 pacientes com OA mostrou que, um ano depois, quem tomou opioides sentiu mais dor do que quem tomou medicamentos não opioides. Não se sabe o motivo, mas como esses remédios podem viciar, a recomendação é contrária a eles.