Aqui na coluna de Economia da Revista Seleções você encontra dicas sobre economia, orçamentos e planejamento para organizar finanças. Procuramos sempre adaptar as sugestões aos diversos perfis de pessoas, levando em conta os diferentes objetivos e momentos de vida.

No artigo “Descubra o planejamento ideal para suas finanças” mostramos um orçamento planejado para uma família de classe média que ainda está adquirindo bens de alto valor (como imóveis ou veículo) prevendo uma reserva de 10% da renda familiar mensal para os investimentos. Já no artigo “Ajude seu filho a planejar os gastos” a parcela recomendada para guardar dinheiro para o futuro foi de 30% do orçamento desenhado para um jovem que acabou de conseguir a primeira oportunidade de trabalho.

Também ensinamos “Como juntar dinheiro para o futuro” sugerindo separar pelo menos 20% de receitas extras, como 13º Salário, Terço Constitucional, Restituição do Imposto de Renda, para os investimentos.

Em todos esses casos, o segredo do planejamento está em separar uma parte da renda, mensalmente, para os investimentos. E, dessa forma, transformar essa prática em uma verdadeira obrigação, como se fosse uma parcela a pagar.

Ferramentas gratuitas e úteis

Um serviço disponibilizado pelo seu banco pode te ajudar a conseguir fazer isso. Esse serviço é a opção “operação programada”. Com ele você pode programar uma aplicação periodicamente em um investimento.

Dessa forma você consegue, por exemplo, programar aplicações mensais de qualquer valor a partir de R$ 1,00 na poupança. Além disso, também é possível deixar programada a compra ou recompra de Títulos do Tesouro Direto no seu vencimento, em algumas corretoras, periodicamente. Verifique também a possibilidade de fazer aplicações periódicas em outros investimentos de renda fixa como CDB.

Como já comentamos anteriormente, um dos requisitos necessários a uma aplicação é o valor mínimo exigido para iniciar o investimento. Assim, mesmo que determinado investimento não tenha a maior rentabilidade, se você tem acesso somente a ele, comece por ele. Depois que tiver conseguido reunir o valor mínimo para aplicação em outro investimento desejado ou mais rentável, faça a transferência e vá evoluindo a sua carteira.

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Obviamente tenha sempre em mente a incidência de impostos para pagar sempre o mínimo possível. Além disso, evite resgatar um investimento com menos de 30 dias, pois pode haver incidência de IOF neste prazo. Por isso, se a tabela do IR for regressiva, mantenha o valor investido pelo máximo de tempo possível.

E, o mais importante, lembre-se sempre de deixar um saldo na conta corrente para não entrar no cheque especial, pois os juros do empréstimo são muito mais altos que a rentabilidade de qualquer investimento. Dessa forma, se você entrar no cheque especial por conta da aplicação programada, na verdade estará perdendo dinheiro!

A aplicação programada vai funcionar como o pagamento de uma fatura que esteja no débito em conta. Isso porque o dinheiro será transferido da conta corrente para a aplicação escolhida automaticamente da data selecionada.

Tenha muitas informações

Outra programação interessante disponibilizada nos bancos é a transferência periódica de valores entre contas. Se você paga aluguel depositando o valor na conta do proprietário, se paga a mensalidade da academia ou de um curso também por depósito em conta, programe a operação de transferência para a véspera do vencimento e evite a cobrança de multas por atraso se esquecer de pagar. Evitar muitas já é uma forma de evitar gastos desnecessários e planejar o gasto da renda, é o primeiro passo para evitar o endividamento.

Consulte sempre todas as informações que o banco disponibiliza. Conheça tarifas e impostos cobrados por cada serviço, leia as orientações sobre investimentos e assista aos tutoriais sobre educação financeira. A informação também é uma poderosa ferramenta para a tomada de decisão.

POR SAMASSE LEAL

 

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