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Publicado em: 12 de outubro de 2021

6 competências que te ajudarão a alcançar seu potencial máximo

Conheça o papel de traços de personalidade como intuição, curiosidade, engenhosidade e outros

Imagem: marchmeena29/iStock

As faculdades intelectuais não determinam nosso sucesso. A personalidade, a maneira com que exploramos nossas competências e o modo como funcionamos podem ser motores potentes ou freios que nos impedem de aproveitar nosso potencial.

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A seguir, entenda como você pode melhor explorar as seguintes competências: perfeccionismo, perseverança, engenhosidade, intuição e mais.

Você é um especialista ou um generalista?

Algumas pessoas parecem extremamente sábias e com competências em certa área do conhecimento, à qual devotam toda sua energia, mas se mostram despreparadas em outras áreas que pertencem à cultura coletiva. Um especialista pode resolver brilhantemente um problema jurídico que exige um conhecimento muito profundo e analisar um fato histórico em detalhes, mas se mostrar ignorante sobre outros temas como esporte, economia ou arte.

O generalista navega por entre muitos domínios para satisfazer sua curiosidade; e acumula conhecimentos variados. Isso pode ajudá-lo a ter uma visão global dos problemas, avaliando todos os parâmetros de uma situação. Às vezes, ele corre o risco de armazenar conhecimentos superficiais, pouco úteis. O ideal do “homem culto” do século 17 está hoje fora do nosso alcance.

Esses dois perfis são caricaturais: não somos nem um nem outro, mas com certeza mais um do que outro. Além disso, a sociedade precisa de “especialistas generalistas” capazes de resolver problemas complexos, que tenham uma visão de conjunto sobre vários parâmetros (aprimorar um produto novo levando em conta as repercussões ecológicas, ou antecipando sua introdução em países de culturas diferentes, por exemplo). O ideal é um equilíbrio entre essas duas tendências.

O perfeccionismo

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O perfeccionismo é um motor poderoso de sucesso se a exigência que nos leva a fazer melhor não se tornar contraprodutiva. Um perfeccionista realizado aceita progredir passo a passo e sente verdadeiro prazer diante do trabalho bem-feito. Dos seus erros, ele retira ensinamentos construtivos sem fazer drama.

Um perfeccionista neurótico, em compensação, pode insistir durante horas para atingir uma perfeição impossível ou desnecessária. Ele nunca está contente consigo mesmo, não consegue delegar, sempre coloca as obrigações antes do prazer e não admite se enganar. Apenas nossas emoções podem nos informar sobre o limite que não deve ser ultrapassado, sobre o momento em que se deve ceder antes de sucumbir à frustração e não poder mais avançar.

Perseverança e motivação

Da mesma forma que se submeter a um esforço que nos é imposto costuma gerar uma sensação de tédio e ineficiência, o esforço espontâneo e motivado traz um prazer e uma satisfação que geram a vontade de persistir, de descobrir mais e de ultrapassar os limites. 

Esse é o mecanismo que nos estimula a aprender uma língua estrangeira, a escalar uma montanha, a pesquisar sobre um escritor de quem gostamos, a passar horas estudando compassos de uma partitura para um breve instante de realização. Assim, mais ainda do que o Q.I., a motivação como ambição e a vontade de ultrapassar os limites são os fatores mais importantes do sucesso.

representação do cérebro humano e suas competências
É importante conhecer quais competências você possui para poder explorá-las. (Imagem: anyaberkut/iStock)

A engenhosidade

A história do Pequeno Polegar que marca o caminho na floresta com pedrinhas brancas para conseguir voltar para casa ilustra bem o que é a engenhosidade. Levado aos seus limites, o homem pode revelar competências de inovação e adaptação para otimizar recursos e, por menores que estes sejam, encontrar uma solução astuciosa. 

A engenhosidade, essa gestão eficaz dos desafios da vida cotidiana, nasce do casamento da criatividade com o domínio da técnica. Colocada a serviço de um objetivo ou de um projeto, ela é a fonte essencial dos inventores e dos vanguardistas.

O mistério da intuição

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Por que dizemos que “a primeira impressão é a que fica”? Por que às vezes temos a sensação de conhecer algo, mas sem saber por quê? Além da reflexão lógica, uma parte do cérebro parece sempre capaz de tirar conclusões pertinentes com base em um mínimo de informações.

Os pesquisadores chamam de “inconsciente de adaptação” essa capacidade do cérebro de trabalhar na superfície do consciente sem passar pelos circuitos racionais. Tudo acontece como se, com o transcorrer do tempo, o cérebro gravasse os dados das experiências passadas para aproveitar esquemas comportamentais que ele reativa em certas circunstâncias. 

Assim, o inconsciente pode, em determinados momentos, filtrar e eliminar o excesso de informações para reagir eficazmente numa fração de segundo. O cérebro vai direto ao assunto, sem nos informar das etapas percorridas. Se alguns estão mais atentos a suas intuições que outros, é provável que as decisões mais pertinentes se baseiem num justo equilíbrio entre o pensamento deliberado e o pensamento instintivo.

A curiosidade

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“Não saber é ruim, não querer saber é pior”, diz um provérbio africano. A curiosidade bem direcionada é um dos motores da inteligência e do conhecimento. É observando, lendo e perguntando que nós desenvolvemos e aprimoramos a capacidade de resolver problemas, elaborar estratégias, encontrar soluções e compará-las com outras.

A curiosidade se adquire e se autoalimenta: quanto mais associada ao prazer de aprender, mais ela se intensifica e mais os assuntos se multiplicam. Ler um jornal pode parecer entediante no início, mas, depois de algumas semanas de prática, esse laço com a atualidade se torna um prazer, um momento privilegiado de conexão com o mundo. 

A mente aberta e a sede de aprender estão na base de nossas relações de amizade e sociais, não somente pela qualidade e riqueza das trocas que elas induzem, mas também porque o interesse que temos pelos outros é uma condição essencial de afeição mútua.

Inversamente, a falta de curiosidade ou a indiferença pode levar ao tédio, a um isolamento, a uma mentalidade limitada, e até mesmo a uma regressão ligada à ausência de estímulo cerebral.

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