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Publicado em: 25 de maio de 2021

Boas noites de sono podem prevenir Alzheimer?

Estudo identificou a relação entre apneia do sono e Alzheimer. Entenda!

Imagem: dolgachov/iStock

Conhecida como apneia do sono, este distúrbio no qual a pessoa tem breves e repetidas interrupções da respiração enquanto dorme está associada a uma maior prevalência de Alzheimer e de um maior declínio cognitivo. Uma das características mais marcantes da apneia é o ronco, além do cansaço excessivo durante o dia. Já o Alzheimer é uma distúrbio neurocognitivo, que não tem cura, e que destrói a memória e outras funções mentais importantes ao longo do tempo.

Segundo um estudo publicado no Journal of Clinical Sleep Medicine, entre 50% e 90% dos pacientes com Alzheimer têm apneia do sono. No entanto, dados preliminares identificaram uma possível forma de desacelerar esse déficit cognitivo. Continue acompanhando a matéria para saber mais!

O que é a apneia do sono?

apneia do sono homem usando máscara para dormir
A apneia do sono pode ser controlada com aparelhos (Imagem: iStock)

Como comentamos, a apneia é um distúrbio do sono, que atinge cerca de 2 a 9% da população adulta. Ter uma boa noite de sono é fundamental para prevenir diversas doenças, e a apneia dificulta esse processo.

Desse modo, alguns dos efeitos da apneia são:

  • Maior irritabilidade;
  • Lapsos de memória;
  • Falta de atenção;
  • Mudanças de humor repentinas;
  • Depressão;
  • Dores de cabeça;
  • Problemas cardíacos;
  • Batimentos cardíacos irregulares;
  • Hipertensão arterial.

Cientistas alertam, no Journal of the American Medical Association, que quando não tratado, o distúrbio provoca baixos níveis de oxigenação no sangue, e assim aumenta o risco de demência.

Há uma variedade de tratamentos que diminuem os sintomas da apneia do sono, incluindo o uso de aparelhos respiratórios. Por isso, consulte seu médico para que ele possa recomendar a melhor opção para o seu caso. E aproveite e conheça algumas opções de tratamentos para a apneia aqui!

O que é o Alzheimer?

A doenca de Alzheimer tem afetado cada vez mais pessoas todos os anos, mas existem formas de se prevenir
A doença de Alzheimer tem afetado cada vez mais pessoas todos os anos. (Imagem: iStock)

Milhões de pessoas vivem com o Alzheimer. Essa doença vai se agravando com a idade e é a sexta principal causa de morte. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), a doença de Alzheimer é o tipo mais frequente de demência — conjunto de doenças cerebrais que afetam sobretudo idosos, reduzindo gradativamente a capacidade cognitiva e provocando alterações de comportamento.

Entre os sintomas mais comuns do Alzheimer estão:

  • Perda de memória recente;
  • Dificuldade para tomar decisões;
  • Mudanças no humor;
  • Dificuldade para realizar as tarefas do dia a dia;
  • Problemas na fala e esquecimento de palavras;
  • Falta de orientação espacial.

Embora não tenha cura, é importante identificá-lo para que seus efeitos possam ser controlados. Atualmente, muitas pesquisas ao redor do mundo têm sido feitas para achar soluções para essa doença, e recentemente um estudo realizado pela UFRJ fez uma descoberta interessante.

Segundo o estudo, a irisina, que é uma substância produzida pelos músculos quando o corpo se exercita, tem função vital na transmissão de mensagens entre um neurônio e outro. E assim, pode fortalecer esse canal de transmissão, diminuindo as possibilidades de desenvolvimento da doença de Alzheimer. Saiba mais aqui!

Associação entre apneia do sono e Alzheimer

apneia do sono e alzheimer entenda a relação
Imagem: yokaew/iStock

Um estudo preliminar publicado no Journal of Clinical Sleep Medicine identificou que entre 50% e 90% dos pacientes com Alzheimer têm apneia do sono. A associação entre a apneia do sono e o Alzheimer ainda não está clara, no entanto já se sabe que quanto pior o quadro de apneia do sono, pior a doença de Alzheimer – e vice-versa.

Mas aqui vai uma boa notícia: segundo a pesquisa, coordenada pela PhD Kathy C. Richards, o tratamento a longo prazo com CPAP (aparelho idêntico a uma máscara, que envia um fluxo de ar contínuo para o indivíduo à noite) resultou em melhorias em pacientes com doença de Alzheimer.

Os pesquisadores do Departamento de Medicina da UC San Diego fizeram um teste com o uso do aparelho CPAP, e identificaram que após três semanas de uso os pacientes apresentaram “melhora significativa” na cognição e aumento da funcionalidade intelectual. Depois de seis semanas, os resultados foram ainda melhores.

Como é um estudo preliminar, ainda faltam mais pesquisas. No entanto, o que foi observado até então é que os tratamentos com CPAP podem não apenas proporcionar uma noite de sono muito melhor, mas também podem ajudar a amenizar os efeitos do Alzheimer a longo prazo.

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