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Publicado em: 6 de fevereiro de 2021

De Covid-19 à AVC: saiba os riscos do hábito de respirar pela boca

Especialista explica como esse hábito pode trazer prejuízos à saúde

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Você sabia que o hábito de respirar pela boca, que à primeira vista pode parecer inofensivo, aumenta a predisposição para adquirir infecções, incluindo a Covid-19?

A informação é do professor Plácido Menezes, expert em distúrbios do sono e ortodontia. Segundo ele, a respiração oral propicia a entrada de bactérias e vírus em nosso organismo. Além de aumentar a predisposição para déficits hormonais, neurológicos e processos inflamatórios.

“Os primeiros soldados estão no nariz para produzirem anticorpos e combaterem os agentes agressores. Assim, o paciente que respira pela boca apresenta um significativo déficit imunológico. Imaginemos um carro sem filtro de ar do motor. Em seis meses ele precisa ir à oficina, além de aumentar o consumo de combustível”, explica.

Hábito de respirar pela boca também prejudica o sono

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Imagem: iStock

De acordo com o especialista, o hábito de respirar pela boca também pode afetar a qualidade do sono e desencadear outros problemas.

“O paciente que tem o costume de respirar pela boca permanece pouco tempo na fase profunda, momento este responsável pela produção de importantes hormônios para o organismo, como a progesterona, a testosterona, entre outros. Os seus micro despertares neurológicos podem estancar a produção de hormônios e provocar uma série de problemas”, afirma o professor.

Entre os problemas relacionados ao hábito de respirar pela boca, estão:

“Em homens há muitos relatos de impotência em respiradores bucais por déficit de testosterona, que é produzida na fase profunda do sono”, adverte.

Quais são os tratamentos?

De acordo com o professor Plácido Menezes, é possível, sim, mudar o hábito de respirar pela boca. Há uma série de recursos terapêuticos que por meio de uma abordagem multidisciplinar conseguem recriar a memória neurológica. E assim, fazem com que o paciente consiga respirar pelo nariz.

“Há alguns tratamentos convencionados por especialistas. Mas, eu indico a modulação respiratória, terapia que usa dispositivos intraorais para a facilitação da respiração nasal, além de exercícios e até ozonoterapia”, explica.


*  Prof. Plácido Menezes é mestrando em Farmacologia pela Faculdade de Medicina da Unicamp (SP), membro integrante da Associação Brasileira do Sono (ABS) e da Associação Brasileira da Odontologia do Sono (ABROS), além de atuar como professor da Uniface Academy.

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