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Publicado em: 31 de março de 2020

Entenda as mudanças da pele em cada fase da vida

Douglas Ferreira
Última atualização: 31 de março de 2020
Por: Douglas Ferreira

A pele e os cabelos mudam com a idade, em virtude das alterações hormonais pelas quais passamos e dos fatores ambientais a que somos expostos.

Entenda as mudanças da pele em cada fase da vida Imagem: Khosrork/iStock

Nenhuma outra parte do corpo conta melhor a história da sua vida do que a pele. Mudanças associadas à idade, bem como diversos outros fatores – trabalho, ambiente, alimentação, tabagismo ou consumo de álcool –, afetam a aparência e a textura da pele. O aspecto dela também reflete a saúde geral.

Algumas alterações da pele são intrínsecas ao processo de envelhecimento do próprio tecido, outras são causadas por influências como hormônios e doenças, e ainda, como explicado acima, há alterações decorrentes de fatores ambientais. Nas áreas da pele que ficam expostas, o ambiente é responsável por até 90% das características do envelhecimento, sobretudo a radiação ultravioleta (RUV) do sol.

Mudanças da pele associadas à idade

Bebês

A área de superfície cutânea de um recém-nascido é muito maior em relação ao volume do corpo, por isso os bebês são mais vulneráveis ao calor e à perda de líquido do que as crianças maiores e os adultos. O sistema de barreira da pele não está completamente ativo nos bebês, então eles perdem mais água, embora suas glândulas sudoríparas ainda não estejam funcionando.

Durante as primeiras semanas de vida, os hormônios maternos ainda estão circulando no sangue do bebê e estimulam suas glândulas sebáceas. Os bebês também têm um sistema de vasos sanguíneos mais reativo, de modo que a cor da pele pode passar do rosa ao vermelho-vivo em alguns minutos. Não vista roupas em excesso no bebê: no calor, camiseta e fralda são suficientes, mas fique atento aos sinais de resfriamento – o corpo deles esfria tão rápido quanto esquenta.

Esses fatores significam que a absorção de medicamentos aplicados à pele do bebê pode ser mais rápida e maior, favorecendo problemas de toxicidade. A pele dele é mais vulnerável à agressão química, física e microbiana porque seus sistemas de defesa ainda são imaturos.

Os bebês são propensos a assaduras – a irritação da pele provocada pelo contato prolongado com as substâncias químicas da urina. Para evitá-las:

  • use um creme de barreira eficaz;
  • troque de imediato as fraldas sujas;
  • deixe o bebê um tempo sem fraldas para ventilar a pele.

Crianças pequenas

A predisposição genética, influenciada pelo ambiente, contribui para o desenvolvimento da maioria das doenças cutâneas mais comuns na infância, como o eczema atópico. Nas famílias com tendência a problemas atópicos (como eczema, asma e rinite alérgica), não sabemos exatamente o que desencadeia os distúrbios em cada pessoa, mas esses problemas vêm se tornando cada vez mais comuns. O eczema atópico pode ser provocado por alérgenos como o ácaro da poeira ou a alimentação com leite de vaca. Acreditava-se que o risco seria reduzido com a amamentação do bebê, evitando o leite de vaca, mas dados recentes desmentem isso.

Fase escolar

Quando a criança cresce e vai para a pré-escola, o contato com doenças infecciosas, como a catapora, é maior. Uma criança com catapora pode não se sentir doente, mas as manchas são pruriginosas e é muito difícil evitar coçá-las. Em uma criança pequena, luvas de algodão podem ajudar, mas em crianças maiores o uso de uma loção refrescante, à base de calamina ou aloe vera, ou um banho frio podem aliviar o prurido.

Muitas atividades colocam a pele em contato com possíveis irritantes químicos, favorecendo a dermatite de contato. A alergia ao níquel e a sensibilidade a sapatos de borracha são exemplos. O traumatismo cutâneo na forma de arranhões, cortes e equimoses é comum no dia-a-dia, mas não deve causar problemas se os cortes forem mantidos limpos e tratados com creme antisséptico.

Puberdade

A maioria dos adolescentes tem cravos e espinhas. É importante lavar a pele duas vezes ao dia com sabão suave e evitar espremê-los, pois isso pode causar infecção. Em vez disso, deve-se aplicar óleo de melaleuca na região para que sequem.

Quando as meninas engordam durante a puberdade, a pele das nádegas e das coxas pode adquirir uma aparência ondulada. É a chamada celulite (estética), normal nas mulheres. Embora o emagrecimento torne as ondulações menos proeminentes, massagens não trarão melhora.

Leia também: 10 dicas que você precisa conhecer para ter uma pele saudável

Os 20 anos

Aos 20 anos a pele começa a se acalmar, embora a produção de óleo (sebo) possa continuar intensa. Sinais visíveis de envelhecimento começam a surgir perto dos 30 anos, pois os processos regenerativos se tornam mais lentos. Pode haver ressecamento e linhas ao redor dos olhos.

Nesse período, mudanças no estilo de vida ajudam a retardar o envelhecimento. A mais importante é reduzir os danos causados pelo sol: limite o tempo de exposição, use filtro solar e mantenha o corpo hidratado, bebendo no mínimo 2,5 litros de água por dia. Se você fuma, tente parar, pois o cigarro causa o envelhecimento cutâneo precoce. Também é um bom momento para iniciar uma rotina de cuidados da pele, com limpeza diária e hidratação leve.

5 truques de hidratação e cuidados com a pele

Trinta e poucos

Nessa idade surgem os primeiros sinais verdadeiros de envelhecimento, pois há redução das fibras de colágeno e elastina. Linhas finas e secas aparecem ao redor dos olhos, onde a pele é mais fina. A maior perda de água causa ressecamento, o que reduz a barreira protetora natural da pele. Veias que se rompem geram pequenos pontos vermelhos, e as “linhas do sorriso” são mais profundas no lado sobre o qual você dorme. Mudanças no estilo de vida têm efeito menos radical, mas o estresse pode ser crucial. Noites maldormidas, comuns aos 20 anos, agora provocam olheiras.

Homens e mulheres devem usar filtro solar com fator de proteção (FPS) mínimo de 15, e o hidratante pode ser usado todos os dias. Cremes e géis para a região dos olhos também são úteis nessa idade.

A meia-idade

Cuidados razoáveis com a pele, evitando excesso de sol, e a boa saúde reduzem os sinais de envelhecimento. Entretanto, pode haver linhas mais profundas ao redor da boca e dos olhos, sulcos na testa e manchas senis. Após os 45 anos, a espessura da pele começa a diminuir. Ela tem menor volume e torna-se menos uniforme, perdendo o viço da juventude por causa do menor número de vasos sanguíneos na pele.

Nessa idade, todos os produtos usados devem ser hidratantes, para ajudar a revigorar a pele cansada e flácida, melhorando sua textura.

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Mais de 60

As alterações no tônus cutâneo que surgem na faixa dos 50 anos prosseguem depois dos 60. A pele se torna mais seca e frouxa, pois a produção de gordura é menor, e, com isso, mais enrugada. Sua coloração assume um tom mais pálido, porque há redução da circulação, e a cicatrização de feridas é mais lenta. A maioria das pessoas com mais de 60 anos considera que o uso de hidratante é a melhor forma de cuidar da pele.

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