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Publicado em: 11 de agosto de 2020

O que são transtornos psicóticos e quais as causas?

Confira algumas categorias de transtornos psicóticos, suas causas e tratamentos.

Imagem: KatarzynaBialasiewicz/iStock

O ponto central dos transtornos psicóticos é a perda do contato com a realidade e a aceitação, em seu lugar, de uma realidade imaginária alternativa.

Há diversos transtornos psicóticos, mas o mais comum é a esquizofrenia, cujos sintomas incluem ideias delirantes e alucinações.

Confira alguns outros transtornos, suas causas e tratamentos.


Atenção:
Para ter o diagnóstico correto dos seus sintomas e fazer um tratamento eficaz e seguro, procure orientações de um psicólogo ou médico


O que são transtornos psicóticos?

transtornos psicóticos
(Imagem: OSTILL/iStock)

Alguém com transtorno psicótico adota, na prática, outra realidade, que se torna mais autêntica para ele do que a realidade dos outros. Assim, há um problema no processamento e na filtragem dos pensamentos.

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Os doentes têm ilusões e ideias fixas, não raro bizarras, e não costumam ser sensíveis à dissuasão ou a argumentos.

Além disso, a doença psicótica pode ocorrer em qualquer época da vida, e ter durações variadas.

Quais são os principais transtornos psicóticos?

→ Esquizofrenia

transtornos psicóticos
(Imagem: Aleksandra Zhilenko/iStock)

Costuma surgir entre o fim da adolescência e os 25 anos. É classificado em dois tipos: no tipo I, destacam-se as ideias delirantes e as alucinações; no tipo II, tende a haver predomínio de sintomas como a desmotivação e o descuido consigo mesmo.

A esquizofrenia é mais comum no sexo masculino. Além disso, começa mais cedo nos homens – no fim da adolescência e pouco depois dos 20 anos – em comparação com o início por volta dos 25 a 29 anos nas mulheres.

Há anormalidades no sistema encefálico da dopamina, mas hoje se sabe que também participam outros sistemas químicos.

A esquizofrenia afeta 1 em cada 100 pessoas em algum momento da vida. Embora determinados pacientes continuem a necessitar de medicamentos, outros se recuperam por completo.

→ Transtorno psicótico breve

É um transtorno mental psicótico que, como o nome indica, dura alguns dias ou semanas. Em geral, surge após um período de grande estresse. O episódio sempre tem duração limitada, que varia de um dia a um mês. Além disso, quanto mais rápido o início, mais rápida é a recuperação.

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As causas não são claras. O distúrbio é considerado uma reação a um acontecimento importante, em especial uma mudança ou choque cultural.

O transtorno psicótico breve também foi associado a drogas, especificamente anfetaminas, cocaína, crack, analgésicos como a pentazocina, e alucinógenos como o ecstasy.

→ Transtorno delirante

(Imagem: MangoStar_Studio/iStock)

Uma pessoa com transtorno delirante típico tem um domínio racional da realidade na maioria das vezes, mas tem uma ideia delirante irracional em uma área.

As ideias delirantes são ideias fixas, culturalmente impróprias, que não respondem a argumentos ou correções. Pessoas com delírios “sabem” que suas ideias refletem a realidade.

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Um exemplo é a erotomania, na qual o paciente se convence de que outra pessoa, muitas vezes de classe social mais alta, está apaixonada por ele, apesar de não haver qualquer indício que respalde essa convicção.

A distinção entre transtorno delirante e demais transtornos psicóticos como a esquizofrenia é que, neste caso, as ideias delirantes estão associadas a outros sintomas, incluindo alucinações.

→ Transtorno psicótico compartilhado

No caso de ligações muito estreitas, as ideias delirantes podem ser contagiantes. Nas ideias delirantes compartilhadas, uma pessoa sem doença mental pode ser convencida da realidade das ideias delirantes do parceiro doente.

A característica básica é a transmissão de sintomas mentais de uma pessoa para outra, raramente mais de uma, que faz parte do círculo imediato do doente original. Dessa forma, eles passam a compartilhar as mesmas ideias delirantes.

A parceria mais comum no delírio é formada por marido e mulher, e o grau de compartilhamento do transtorno depende de quem seja o parceiro dominante. Portanto, se a pessoa psicótica é o parceiro dominante, a outra é mais propensa a apresentar esse delírio “contagioso”.

→ Transtorno esquizoafetivo

(Imagem: SIphotography/iStock)

Distúrbio no qual há sintomas esquizofrênicos e transtorno do humor concomitantes e em graus iguais.

As causas são desconhecidas, mas o transtorno se manifesta por uma associação dos sintomas observados na esquizofrenia e nos transtornos do humor, seja mania ou depressão.

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Frequentemente não é fácil determinar com certeza se um paciente tem esquizofrenia ou transtorno do humor.

Um dos problemas é que não existem exames objetivos para avaliar o transtorno esquizoafetivo, que é relativamente raro.

Nessas circunstâncias, o diagnóstico pode ser de transtorno esquizoafetivo.

Quais são as causas dos transtornos psicóticos?

(Imagem: wildpixel/iStock)

As causas dos transtornos psicóticos ainda não são bem compreendidas. A genética é importante, mas vem ficando claro que não existe um gene específico que determine os transtornos psicóticos – muitos genes podem participar de várias formas.

Muitos esquizofrênicos nasceram no inverno e têm um histórico de complicações obstétricas, mas a importância dessas observações não é conhecida.

O desenvolvimento do distúrbio na infância e na adolescência pode ser normal ou anormal, e ainda não foram identificadas causas ambientais explícitas dos transtornos psicóticos.

Quais são os tratamentos dos transtornos psicóticos?

sindrome do impostor
(Imagem: stefanamer/iStock)

Embora tenham sido empregados métodos psicológicos, sociais e alimentares no tratamento dos transtornos psicóticos, a base atual de tratamento é a medicação antipsicótica, associada ao apoio de vários profissionais da área de saúde mental, além da família e dos amigos.

Qual é o prognóstico?

O prognóstico de um episódio de transtorno psicótico costuma ser bom. No entanto, as recorrências a longo prazo são comuns. Por vezes, há melhora com a idade, mas isso só ocorre na minoria dos casos.

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