Tema tabu no Brasil, o suicídio tem conquistado merecido destaque no debate público. Desde 2014, a Associação Brasileira de Psquiatria e o Conselho Federal de Medicina dedicam este mês para lançar luz sobre o assunto. Trata-se do Setembro Amarelo.

A campanha nasceu com objetivo de prevenir e reduzir o trágico fenômeno, cujo resultado é multifatorial — uma complexa interação entre fatores psicológicos, biológicos, genéticos, culturais e até socioambientais.

Por ano, são registrados cerca de 12 mil suicídios no Brasil e mais de um milhão no mundo. Grande parte deste casos está diretamente relacionado a distúrbios mentais — a depressão lidera, seguida de transtorno bipolar e abuso de substâncias.

Hoje, a depressão atinge 5,8% da população brasileira, o que representa 12 milhões de pessoas. Outro número também preocupa: por dia, 30 pessoas tiram a própria vida no país. Os jovens são as maiores vítimas desta triste estatística.

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O comportamento suicida de um indivíduo pode ser determinado por três fatores: pensamentos, planos e a tentativa de suicídio. De acordo com a cartilha elaborada para a campanha, 17% dos brasileiros já cogitaram tirar a própria vida.

Campanha ganha aliados nas redes

Paralelo aos números desfavoráveis, o Setembro Amarelo soma forças para conscientizar, prevenir e reduzir os números da tragédia. No último ano, a plataforma de música Spotify abraçou a causa e criou uma playlist especial para a campanha.

Nas redes sociais, a ação também ganhou outro forte aliado. O Twitter anunciou um serviço de prevenção ao suicídio. Assim, todos os usuários que buscarem termos relacionados ao tema serão redirecionados a uma página informativa.

Outro importante canal nesta luta é o Centro de Valorização da Vida (CVV), que oferece apoio emocional gratuito na prevenção do suicídio por telefone, e-mail ou chat, 24 horas por dia. Para contato por telefone, o número é 188.

Além disso, o site da campanha oferece materiais gratuitos para download, como folhetos com fatores de risco e sinais de alerta, por exemplo.

Ao longo destes cinco anos, o Setembro Amarelo inegavelmente conquistou muito espaço no Brasil. Hoje, promove ações e atividades — como iluminação de monumentos históricos e caminhadas — para conscientizar sobre o delicado tema.

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