Quem é dono de pet sabe que deve ficar atento a diversos perigos que podem ameaçar a saúde deles. A doença do carrapato é um desses riscos, que aumenta em temporadas de chuva ou frio seco, como o inverno.

Muitos veterinários alertam para essa doença que pode ser silenciosa no início, mas pode resultar em complicações no decorrer do tempo. Não existem dados oficiais acerca da incidência da doença de carrapato no Brasil, mas é possível imaginar o tamanho do risco, principalmente em áreas com grandes populações de animais de rua.

O que é e de onde vem?

O carrapato marrom (Rhipicephalus sanguineus) é o principal vetor desta doença. Ele é o tipo de parasita mais comum em áreas urbanas, e consegue chegar facilmente em ambientes sujos e não esterilizados, como quintais com entulho. Áreas que possuem grama também devem deixar os donos em alerta. A doença do carrapato é mais comumente encontrada em cães, mas ela pode afetar uma variedade maior de bichos, como gatos ou coelhos. Humanos também podem ser infectados, embora os casos sejam raros.

A doença é uma infecção que ataca principalmente o sangue, e, por consequência, outros órgãos em estágio avançado. É importante ficar atento: nem todos os carrapatos podem carregar os causadores, mas os veterinários alertam que possivelmente mais de 90% são vetores.

Dois agentes são responsáveis pela doença: o protozoário babesiose e a bactéria erliquiose. A única diferença entre os dois é o tempo de reação do animal: a bactéria progride lentamente, enquanto a infecção pelo protozoário acusa os sintomas imediatamente.

O carrapato marrom, o principal tipo transmissor da doença do carrapato (Foto: dimarik/iStock)

Principais sintomas

Tanto a infecção bacteriana como a por protozoários possuem sintomas parecidos, embora, como dito anteriormente, a principal diferença seja a velocidade com que o animal demonstra os sinais.

Os sintomas são os atribuídos normalmente a outros tipos de infecção, apesar de se dividirem em três formas:

  • Agudo: os sintomas aparecem em forma de febre, vômitos, falta de apetite e de peso que podem virar anemia grave;
  • Subclínico: quando o animal, mesmo infectado, não apresenta alterações durante muito tempo;
  • Crônico: os mesmos sintomas que a forma aguda, porém mais severos e imediatos.

Tratamento e prevenção

A doença tem cura, e é identificada através de alterações no exame de sangue e também através de raios-X dos órgãos internos, como o fígado, que pode aumentar de tamanho.

Em fases brandas, o tratamento pode incluir uma alimentação balanceada que previna principalmente a anemia. Além disso também serão necessárias aplicações de antibióticos dependendo de cada caso.

A prevenção começa com o tratamento do local em que o animal está. Se sua casa fica próxima a um terreno baldio ou de materiais de obra, preste atenção. Os carrapatos podem aparecer em sua casa vindos destes ambientes.

É ideal que se faça checagens semanais no animal em busca dos insetos. Também há variedades de medicamentos que evitam a presença deles nos animais. Fale com um veterinário sobre a possibilidade de acordo com o caso de seu bichinho. Além disso, não deixe de fazer verificações e exames de sangue periódicos, que podem revelar alterações.