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Publicado em: 4 de agosto de 2020

Amamentação prolongada: conheça os benefícios para mães e filhos

No mês da campanha sobre a importância do aleitamento materno, entenda quais são as vantagens de continuar a amamentação após o primeiro ano de vida.

Imagem: yaruta/iStock

A amamentação prolongada traz diversos benefícios para a mãe e para os filhos. Após os seis primeiros meses de vida, esse processo deve ser encarado como complementar – e, além das vantagens relacionadas ao desenvolvimento do sistema imunológico da criança, também ajuda a promover o vínculo afetivo com a mãe.

Apesar de não haver, de forma geral, desvantagens para a amamentação prolongada, a prática é pouco popular em muitos lugares, devido a barreiras sociais e culturais.

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Por isso, especialmente durante a campanha Agosto Dourado, é importante reforçar o quanto manter o aleitamento materno é benéfico e deve ser considerado algo natural.

(Imagem: bmcent1/iStock)

Cabe também esclarecer que a decisão de continuar o aleitamento ou realizar o desmame deve ser tomada pela mãe/bebê, e os profissionais de saúde têm a missão de auxiliar para que o processo seja o mais confortável possível para ambos. 

As diferenças entre aleitamento exclusivo e complementar

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o leite materno como única fonte de alimentação até o sexto mês de vida (processo chamado de aleitamento exclusivo).

De acordo com a cartilha de nutrição infantil do Ministério da Saúde, durante esse período, a introdução de outros alimentos pode ser prejudicial à saúde da criança, pois pode ser associada a quadros de diarréia, doenças respiratórias e risco de desnutrição.

Após os seis primeiros meses, é indicado que as mães adotem o aleitamento complementar. Ou seja, que introduzam outros alimentos sólidos ou semi-sólidos à dieta do bebê, mantendo o leite materno (e não o substituindo).

(Imagem: SeventyFour/iStock)

Por quanto tempo posso amamentar?

Prolongar a amamentação para além do primeiro ano de vida do seu filho é altamente recomendado pelas autoridades de saúde. Uma publicação da OMS, dos anos 2000, indica que crianças não amamentadas no segundo ano de vida tinham praticamente duas vezes mais chances de vir a óbito por doenças infecciosas.

A cartilha de nutrição infantil do Ministério da Saúde afirma que há diversos estudos que sugerem que a amamentação entre humanos dure, em média, de dois a três anos, idade em que costuma ocorrer o desmame de forma natural.

No entanto, há casos de mães que estendem esse período até os seis ou sete anos de idade da criança.

Benefícios da amamentação prolongada

  • Reduz as chances de obesidade a longo prazo;
  • Diminui o risco de hipertensão, colesterol alto e diabetes a longo prazo;
  • Melhor desenvolvimento da cavidade bucal;
  • Efeito positivo na inteligência;
  • Melhor obtenção de nutrientes;
  • Menores riscos de infecções respiratórias;
  • Menores riscos de alergias;
  • Promove vínculo afetivo entre mãe e filho;
  • Evita nova gravidez (nos seis primeiros meses, com 98% de eficácia, para mães que amamentam de forma predominante).
  • Reduz risco de câncer de mama para a mãe.

Mitos sobre a amamentação prolongada

É comum se deparar com informações falsas sobre a amamentação prolongada – muitas delas baseadas em pensamentos preconceituosos ou sem embasamento científico. Alguns dos mitos mais comuns são de que o aleitamento prolongado é sinal de problemas sexuais da mãe, ou de que a criança que mama por muito tempo acaba se tornando muito dependente da mãe, depois do desmame.

O Ministério da Saúde afirma que “o desmame provavelmente não vai mudar a personalidade da criança. Além disso, o desmame forçado pode gerar insegurança nela, o que dificulta o processo de independização”.

Quando não devo amamentar?

De acordo com a cartilha de nutrição infantil do Ministério da Saúde, o aleitamento materno não deve ser recomendado nos seguintes casos:

  • Mães infectadas pelo HIV;
  • Mães infectadas pelo HTLV1 e HTLV2;
  • Uso de medicamentos incompatíveis com a amamentação;
  • Criança portadora de galactosemia, doença rara em que ela não pode ingerir leite humano ou qualquer outro que contenha lactose.

Além disso, recomenda-se a interrupção temporária do aleitamento materno em caso de:

  • Infecção herpética, quando há vesículas localizadas na pele da mama. A amamentação deve ser mantida na mama sadia;
  • Varicela (catapora): se a mãe apresentar vesículas na pele cinco dias antes do parto ou até dois dias após o parto, recomenda-se o isolamento da mãe até que as lesões adquiram a forma de crosta;
  • Doença de Chagas, na fase aguda da doença ou quando houver sangramento mamilar evidente;
  • Abscesso mamário, até que o abscesso tenha sido drenado e a antibioticoterapia iniciada. A amamentação deve ser mantida na mama sadia; 
  • Consumo de drogas de abuso: recomenda-se interrupção temporária do aleitamento materno, com ordenha do leite, que deve ser desprezado.

Atenção:

Para um acompanhamento seguro e eficaz, consulte um obstetra, pediatra ou profissional da saúde especializado.

Com informações: Ministério da Saúde

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