Muitas mulheres conhecem a dor e o sangramento da endometriose. Mas muitas outras ainda buscam entender melhor ou nem mesmo sabem que possuem essa doença. Por isso, foi criada a campanha Março Amarelo, que promove o compartilhamento de informações mais completas sobre as causas e os tratamentos disponíveis.

Antigamente, as mulheres costumavam ouvir dos médicos que suas dores eram “apenas cólicas”. Hoje, eles levam os sintomas da endometriose mais a sério. Inclusive, já é possível recorrer à cirurgia – em alguns casos – para tratar esse problema. Aliás, vale ressaltar que a endometriose não impede a gravidez, e nem a gestação piora o quadro.

O que é a endometriose?

endometriose
(Imagem: Vonschonertagen/iStock)

Na endometriose, pedaços do revestimento do útero (endométrio) migram para fora dele e ficam incrustados em outros tecidos abdominais. Frequentemente, se encontram nos ovários, nos ligamentos uterinos ou no intestino.

Todo mês, quando o estrogênio e outros hormônios induzem um espessamento do revestimento uterino, essas células externas também se expandem. O tecido uterino depois descama normalmente.

Entretanto, as células deslocadas não têm um local para liberar o sangue acumulado e, com isso, são gerados cistos, cicatrizes ou aderências. Embora nem todas as mulheres com endometriose apresentem sintomas, a doença pode provocar dor intensa. Aliás, trata-se de uma das principais causas da infertilidade feminina. Para evitar essa preocupação, conheça algumas formas de reduzir as chances de infertilidade.

Tipos de endometriose

Embora a endometriose seja uma única doença, os médicos a dividem em três tipos distintos. Para caracterizá-los é preciso identificar a localização das lesões, o grau de comprometimento dos órgãos e a severidade da doença. 

O primeiro tipo é a endometriose superficial. A endometriose superficial é assim classificada por apresentar lesões pequenas, em geral, entre 1mm e 3mm, e que geralmente atinge mais o peritônio – tecido que recobre internamente os órgãos da cavidade abdominal e pélvica.

A endometriose superficial pode ser categorizada como uma forma menos agressiva, por não atingir os órgãos pélvicos. Porém, ainda assim, se faz necessário o acompanhamento constante da evolução da doença.

O segundo tipo é a endometriose ovariana. Ela caracteriza-se pela presença de cistos no ovário preenchidos por um líquido castanho espesso: os endometriomas ovarianos.

O terceiro tipo é a endometriose profunda. Ela apresenta lesões de pelo menos 5mm de profundidade e é a forma mais grave da doença.

Principais causas da endometriose

(Imagem: Menshalena/iStock)

Ninguém sabe por que a endometriose se desenvolve, mas as especulações são muitas. Segundo a teoria da “menstruação retrógrada”, o sangue menstrual flui no sentido oposto ao do útero pelas tubas de Falópio.

Esse sangue transporta para outras regiões do abdome células do endométrio, que são semeadas e crescem. Outra hipótese sugere que a endometriose seja congênita, o que implicaria o fato de algumas células do endométrio já estarem fora do útero desde o nascimento. Uma terceira ideia é a endometriose ser causada por uma deficiência do sistema imunológico, que não conseguiria destruir células fora de lugar.

Sintomas da endometriose

(Imagem: sasapanchenko/iStock)

Os sintomas mais comuns da endometriose são:

  • Sangramento menstrual muito intenso, frequentemente com grandes coágulos.
  • Náuseas e vômitos imediatamente antes da menstruação.
  • Dor aguda durante a relação sexual em qualquer dia do mês.
  • Diarreia, prisão de ventre ou dor durante a evacuação.
  • Sangue nas fezes ou na urina durante a menstruação.
  • Infertilidade.

Tratamento cirúrgico para a endometriose

(Imagem: smolaw11/iStock)

A cirurgia não é indicada para todos os casos. Os médicos recomendam esse recurso somente para pacientes que tenham endometriose profunda, e quando os tratamentos convencionais, feito à base de remédios, não trazem resultado. O procedimento deve ser feito em um hospital, com o paciente sob o efeito de anestesia geral.

A técnica consiste em uma pequena incisão no abdome para retirar ou queimar o tecido endometrial que se encontra em outros órgãos. O pós-operatório é breve, mas é preciso permanecer no hospital após a cirurgia.

Anticoncepcional para endometriose

(Imagem: PATCHARIN SIMALHEK/iStock)

Suspender a menstruação, por meio de pílulas anticoncepcionais de uso contínuo, é um meio de tratamento bastante utilizado por quem tem endometriose.

Embora os anticoncepcionais não curem a doença, eles conseguem deixar as lesões mais estáveis e, assim, melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Existem muitas marcas de pílulas anticoncepcionais, por isso, consulte seu médico para que ele lhe oriente acerca da melhor opção.

Remédios e suplementos que podem ajudar

suplementos sao eficazes no tratamento da infertilidade masculina
(Imagem: theevening/iStock)

A tradicional combinação das plantas vitex e angélica-chinesa é um poderoso remédio para corrigir os desequilíbrios hormonais que intensificam a dor da endometriose.

Além disso, a exemplo do inhame-mexicano, elas relaxam o útero. Não deixe, também, de experimentar uma combinação lipotrópica: cardo-mariano, colina, inositol, metionina, dente-de-leão e outros ingredientes. Essa combinação estimula o fígado a depurar o excesso de estrogênio do corpo. Para melhores resultados, use esses suplementos durante todo o ciclo menstrual.

Se as cólicas menstruais forem dolorosas, tome cálcio (500 mg, 3 vezes ao dia) e magnésio (300 mg, 2 vezes ao dia). Mas, somente durante a menstruação. Esses minerais ajudam a diminuir a produção de prostaglandinas, substância fabricada pelas células do endométrio, que geram as cólicas menstruais.

Se alguns meses de uso desses suplementos não ajudarem, tente acrescentar os seguintes:

Além disso, não deixe de fazer exercícios. Estudos demonstram a capacidade das atividades físicas de suprimir os sintomas da endometriose e, inclusive, preveni-la. Mas, não esqueça! Se você tem algum problema de saúde, converse com seu médico antes de tomar suplementos.


Atenção:
Para ter o diagnóstico correto dos seus sintomas e fazer um tratamento eficaz e seguro, procure orientações de um médico ou farmacêutico.