Há quem pense que pelo simples fato de usar um protetor solar pode se expor ao sol sem maiores preocupações. Mas não é bem assim, principalmente no verão. Todos os anos gastam-se rios de dinheiro em filtros e protetores solares. Contudo, em certos países o número de casos de melanomas malignos (uma forma potencialmente fatal de câncer de pele) quase que duplicou desde 1980, levantando questões em relação a tais produtos.

Uma falsa sensação de segurança?

Até a pouco tempo, cientistas achavam que os danos da pele fossem causados apenas pelos raios UVB do sol, que são absorvidos pelas substâncias químicas dos protetores solares.

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Mas os estudos indicam agora que os raios UVA de maior comprimento de onda, que antigamente se pensava serem inofensivos, podem na verdade penetrar na pele com mais profundidade e afetar as células. Uma vez que não há um sistema de classificação que indique o grau de proteção UVA, dois protetores solares com o mesmo FPS (fator de proteção solar) podem variar quanto à eficácia.

A solução é usar um protetor solar de efeito bloqueador total, que não só possua um FPS mas que contenha também o ingrediente dibenzoilmetano (chamado também de Parsol 1789), que absorve os raios UVA.

Mas mesmo estes protetores solares podem não garantir uma proteção total. O sistema de FPS é aplicado nos EUA desde 1978. Na Europa, o sistema de proteção mudou em 1994 e passou a se assemelhar ao norte-americano.

A base de fotoprotetores é o dióxido de titânio, mas a forma de apresentação mudou muito nos últimos anos. Os sprays, por exemplo, são mais indicados para homens, pois protegem as regiões com mais pelos. A Sociedade Brasileira de Dermatologia adverte que a sensação de proteção total que algumas pessoas sentem em relação aos fotoprotetores é falsa, pois o protetor solar perfeito não existe.

Assim, o ideal continua sendo evitar exposição ao sol nas horas críticas.

Visão 100%: proteja seus olhos no verão

1 – Para tirar melhor proveito dos protetores solares, siga estes conselhos:

  • Compre um protetor solar tipo bloqueador para se proteger tanto dos raios UVA como dos UVB. Escolha um que seja a prova d’água, hipoalergênico, sem perfume e sem PABA (ácido paraminobenzóico).
  • Mesmo quem tem pele escura precisa usar protetor solar, por isso sempre passe quando for se expor ao sol.
  • A pele irritada não deve ser exposta ao sol.
  • Para o nariz e outras zonas mais sensíveis, utilize um protetor que contenha dióxido de titânio ou óxido de zinco.
  • Aplique um protetor solar em todas as partes expostas do corpo (incluindo os lábios) pelo menos 30 minutos antes de sair de casa. Agite bem o frasco; volte a aplicar de duas em duas horas e depois de tomar banho.
  • Pergunte ao médico se algum dos medicamentos que está utilizando, como antibióticos, pílula anticoncepcional ou anti-inflamatórios, aumenta a sua sensibilidade aos raios solares.
  • Como alguns dos componentes dos protetores solares se deterioram, jogue fora quando estiver vencido.
  • Até os seis meses, os bebês não podem ser expostos diretamente ao sol. Depois desse período, eles deem usar um protetor solar próprio.

Atenção!

Alguns protetores solares podem acabar aumentando as chances de se ter um câncer de pele. Estudos comprovaram que substâncias como a benzofenona-3 e o ácido paraminobenzóico (PABA) não são recomendados e devem ser evitados.

2 – Lidando com o sol

Além de sempre usar o protetor solar, siga também estes conselhos para se proteger ainda mais:

  • Evite se expor ao sol entre 10h e 13h, pois a radiação solar é mais intensa nesse período.
  • Use roupas frescas, preferencialmente de algodão, mas que protejam.
  • Use óculos de sol, sempre, para proteger seus olhos.
  • Nunca deixe que um bebê de seis meses apanhe sol direto. Bebês devem usar protetores solares específicos e devem ficar na sombra.

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