Nem todos os tipos de estresse são necessariamente ruins. Certos estresses são benéficos. O “bom” é aquele que sentimos quando estamos empolgados. Os batimentos cardíacos se aceleram, os hormônios mudam, mas não há medo nem ameaça.

O estresse bom é uma reação a eventos agradáveis. A empolgação pelo primeiro encontro, uma promoção no trabalho ou mesmo uma descida na montanha-russa são exemplos que geram bastante estresse bom. Na verdade, todos precisamos de um pouco de estresse para ter energia e enfrentar desafios.

Embora o estresse bom, desde que breve, seja saudável e estimulante, outros tipos de estresse são prejudiciais: promovem medo e ansiedade, paralisam as emoções e dão a sensação de que a dificuldade é tão grande que não podemos superá-la. Conheça cada um deles.

Estresse agudo

O estresse agudo surge depressa e costuma ter vida curta. Pode ser imprevisível e incontrolável, como escapar por pouco de um acidente, ou assustador mas esperado, como uma entrevista de emprego. Seja como for, há uma série de mudanças rápidas em quase todo o organismo, que se apronta para enfrentar uma ameaça.

Quem passa por várias situações estressantes tem mais probabilidade de adoecer, mas, em geral, um único episódio desses terá pouco ou nenhum efeito negativo em pessoas saudáveis, e, aos poucos, o organismo voltará ao normal (homeostase).

Estresse crônico

Não há garantia de retorno ao equilíbrio quando o estresse é crônico, resultado de preocupações cotidianas constantes e exigências incessantes que nós não conseguimos controlar. Como os estressores são contínuos, o organismo não recebe sinais claros para voltar ao equilíbrio.

O estresse crônico pode superar nossa capacidade de lidar com ele, e achamos que não há como sair daquela impotência. Talvez o pior aspecto do estresse crônico seja nos acostumarmos com ele e o ignorarmos. Mas, se não for resolvido, seus efeitos físicos e psicológicos poderão ser prejudiciais.

O estresse crônico pode ter muitas causas, como:

Sem pânico!

Às vezes o estresse é tão agudo que provoca uma crise de pânico; um dos tipos de estresse mais perigosos. Ele se caracteriza como um breve período de ansiedade extrema e muito suor, tontura, palpitações, aperto no peito e nó no “estômago”. Essas crises podem ser tão violentas que a pessoa pensa que vai morrer. Por exemplo, ela pode achar que terá um infarto porque o coração bate depressa demais.

As crises de pânico costumam acontecer sem aviso, embora estejam associadas a situações estressantes, como estar em um elevador lotado ou em um avião durante uma turbulência. Também é comum hiperventilar, o que atrapalha o equilíbrio de oxigênio e dióxido de carbono no sangue. Se uma crise de pânico for iminente, a técnica respiratória abaixo pode ajudar a recuperar a calma.

Como respirar numa crise de pânico

  • Primeiro, expire. Solte o ar num suspiro lento. Em seguida, inspire devagar, sentindo o diafragma (logo acima da cintura) se expandir para fora. Depois, solte o ar lentamente, contando até três.
  • Inspire de novo, sentindo as costelas se expandirem para os lados. Então expire lentamente; demore um pouco mais para soltar o ar do que quando inspirou.
  • Repita inspirando devagar. Pense em “devagar e para baixo”, e direcione o ar para a parte inferior do diafragma. Sinta o centro do corpo se expandir e as costelas se abrirem para os lados enquanto o pulmão se enche de oxigênio. Não prenda a respiração após inspirar; deixe o ar sair num suspiro lento.
  • Pare um segundo, e inspire de novo, sentindo a expansão do meio do corpo. Agora expire lentamente.
  • Persevere, mesmo que a respiração ainda pareça alta demais no peito. Enquanto você relaxa, a respiração descerá para o diafragma.
  • Fique alguns minutos nesse ritmo. Concentre-se em respirar devagar e para baixo, sempre com a expiração um pouco mais longa do que a inspiração. Esse é seu ritmo respiratório natural. Lembre-se: é a expiração que relaxa.