Embora o corpo precise de apenas pequenas quantidades de iodo, este mineral é tão importante para a saúde que, na década de 1920, decidiram adicioná-lo ao sal de cozinha. A introdução do sal iodado eliminou uma forma grave de retardamento mental conhecida como cretinismo. Apesar da importância reconhecida, contudo, cerca de 1,6 bilhão de pessoas no mundo ainda sofre de deficiência de iodo.

Como o iodo atua no corpo

O iodo, único entre os minerais, possui apenas uma função conhecida no corpo. Ele é essencial para que a glândula tireoide produza tiroxina; um hormônio que regula o metabolismo em todas as células corporais. Para mulheres grávidas, a ingestão de iodo pode prevenir a ocorrência de certos tipos de retardamento mental nos fetos em desenvolvimento.

Existem algumas evidências de que o iodo derivado de uma fonte orgânica pode ser eficaz na redução da dor oriunda da doença fibrocística da mama. As pacientes devem, contudo, discutir esse tipo de suplementação primeiro com seus médicos!

Quando a ingestão é adequada, o corpo contém cerca de 28 g desse mineral, sendo 75% dessa quantidade armazenados na tireoide. Esse órgão controla o metabolismo geral do corpo, o que determina o quão rápida e eficientemente as calorias são queimadas. A tireoide também regula o crescimento e o desenvolvimento em crianças. Influi também no funcionamento de nervos e músculos, na decomposição de proteínas e gorduras e no crescimento de unhas e cabelo.

De quanto você precisa?

Entre os primeiros sinais de deficiência de iodo, hoje raramente vistos, está o aumento de volume da glândula tireoide, mais conhecido como bócio. A falta de iodo pode fazer com que a glândula se expanda na tentativa de aumentar sua área de superfície e captar tanto iodo da corrente sanguínea quanto possível. Se a ingestão for baixa, o nível de hormônio tireoideo também pode estar baixo. Tal deficiência pode causar fadiga, pele seca, aumento na gordura do sangue, voz rouca, retardamento dos reflexos e diminuição da lucidez.

Embora as lojas de produtos naturais frequentemente estimulem a ingestão de sal marinho como uma alternativa mais saudável ao sal de cozinha, o sal marinho não é iodado e, portanto, não é uma boa fonte de iodo.

A ingestão diária recomendada (IDR) é de 150 mcg diariamente para homens e mulheres adultos. A maioria das pessoas atinge esta quantidade, ou chega a excedê-la, fazendo uso normal de sal iodado. Mas se você ingerir 30 vezes mais que a IDR, estará propenso a experimentar um gosto metálico na boca. Além disso, pode ter úlceras na boca, edema de glândulas salivares, diarreia, vômitos, dor de cabeça e dificuldade de respirar.

Outras fontes de iodo

Embora a fonte mais abundante seja o sal de cozinha iodado, o mineral também pode ser encontrado em peixes de água salgada, frutos do mar e em algas. O solo nas áreas litorâneas também tende a ser rico em iodo. Os alimentos comerciais panificados – como pães e bolos – são outras boas fontes de iodo. Embora o sal iodado não seja usado nas panificações comerciais, esses produtos geralmente são feitos com condicionadores de massa que contêm iodo.

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