Tradicionalmente, considerava-se a margarina, mas hoje em dia há quem a aponte como fator de risco para as doenças cardíacas. No entanto, nem todas as margarinas são iguais e, de fato, algumas são uma opção correta. 

Ácidos graxos transgênicos 

A margarina em tablete é uma das margarinas que os investigadores acham que aumenta o risco de doença cardíaca. Para manter a margarina sólida à temperatura ambiente, prolongar a sua validade e melhorar a textura dos alimentos cozidos, os fabricantes adicionam hidrogênio ao óleo vegetal não saturado. O óleo vegetal resultante, “parcialmente hidrogenado”, contém dois ingredientes que são sabidamente nocivos para o coração: as gorduras saturadas – que constituem quase 25% da margarina – e os ácidos graxos transgênicos, que também constituem 25% dela. 

Tanto as gorduras saturadas como os ácidos graxos transgênicos aumentam o colesterol LDL, que obstrui, total ou parcialmente, as artérias. Os ácidos graxos transgênicos também baixam os níveis do “bom” colesterol (HDL) e aumentam o nível de triglicerídeos; nocivos para os vasos sanguíneos e o coração. Estudos preliminares parecem apontar no sentido de os ácidos graxos transgênicos também aumentarem o risco do câncer da mama; no entanto, esta é uma conclusão que carece de confirmação. 

Como resultado, estudos feitos na Universidade de Harvard mostraram que a ingestão diária de uma colher de chá de margarina em barra durante uma década aumenta em 10% riscos de doença cardíaca. Supõe-se que o motivo principal para este acréscimo seja da responsabilidade dos ácidos graxos transgênicos. 

Margarinas adequadas à saúde 

As margarinas cremosas (que se mantêm pastosas mesmo quando estão sob refrigeração) são melhores para a saúde do que as margarinas em barra ou a manteiga. Com menor quantidade de hidrogênio, têm, por um lado, menor teor de gordura e de ácidos graxos transgênicos. E por outro, maior teor de gordura insaturada, o que reduz os níveis do colesterol LDL. Os cremes de confeitagem à base de margarina com a indicação de “baixo teor de gordura saturada” e “não hidrogenada” são igualmente boas opções para a saúde. 

Uma volta à manteiga? 

Os estudos mais recentes desaconselham esta opção. A análise de 20 estudos comparativos entre os defeitos da manteiga e os da margarina em barra revela que ambas aumentam o risco de doença cardíaca. Embora a manteiga possua apenas um oitavo dos ácidos graxos transgênicos das margarinas em tablete, por outro lado contém mais de 50% de gorduras saturadas; mais que o dobro de qualquer margarina. Se você não consegue resistir  à manteiga, pelo menos use-a com moderação. 

Os óleos vegetais naturais não hidrogenados são as gorduras mais saudáveis de todas, incluindo as margarinas líquidas. Entre estes óleos, destacam-se o óleo de canola e o azeite. De qualquer forma, o consumo de gorduras, mesmo as insaturadas, deve ser moderado: os especialistas aconselham que estas não ultrapassem os 30% das calorias diárias. 

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