Se você pensa que envelhecer tem a ver com dor ou saúde precária, você está vivendo no passado. Um estudo publicado em 2002, considerado referência, descobriu que as pessoas que percebem o envelhecimento de modo negativo vivem, em média, 7,5 anos a menos. Desde então, outros estudos descobriram várias conexões entre a percepção do envelhecimento e a saúde e o bem-estar. Um revelou que as pessoas que viam o envelhecimento de forma positiva eram mais propensas a permanecer fisicamente ativas. Mas as que pensavam de forma negativa eram menos propensas a permanecer ativas e mais predispostas a envelhecer “mal”. Outros estudos descobriram que as concepções sobre o envelhecimento afetam a memória, o bem-estar e a vontade de viver.

As expectativas também afetam o modo como o corpo reage ao estresse, em particular ao seu efeito sobre o coração. Encare o envelhecimento como decadência e seu coração vai disparar quando você estiver sob estresse. Encare-o como o benefício de uma vida bem vivida e a reação é apenas um episódio secundário no conjunto. As percepções sobre o envelhecimento também afetam o modo como você vive. Se você pensa que envelhecer significa enfermidade e a sua saúde ou memória se deterioram por causa dessa crença, ela acaba sendo reforçada e gerando problemas maiores.

Aumente o passo da caminhada

Um estudo com 47 pessoas com idade média de 70 anos descobriu que aquelas que, de forma subliminar, recebiam mensagens negativas sobre o envelhecimento (sensibilidade, dependência e doença) e depois caminhavam, andavam na mesma velocidade de antes de receberem as mensagens. Já as que recebiam mensagens positivas (sabedoria, astúcia e realização) caminhavam 9% mais rápido. Pode parecer uma mudança pequena, mas outros estudos revelaram que a velocidade da caminhada é uma boa forma de medir o bem-estar e a função física. Estudos também relacionam a velocidade ao risco de admissão em uma clínica de repouso e de morte. Geralmente, a velocidade da caminhada cai 9% a 30% à medida que se envelhece. Assim, qualquer melhora é boa. Se você se animou, experimente a caminhada nórdica.

Focalize em pessoas mais velhas e bem-sucedidas

Atualmente, grandes autores, maestros, atores, comentaristas e professores têm mais de 70 anos. Há várias pessoas que podem inspirar e servir de modelo de vida. Principalmente para aquelas que estão envelhecendo mas ainda estão à procura de um caminho ativo. Pessoas assim vão te mostrar que não é preciso temer a velhice.

Observe a linguagem

Em vez de atribuir o esquecimento a um “lapso de memória”, dê o nome do que é verdadeiramente: bloqueio mental. Trata-se de um sinal de que você está sob muito estresse, uma indicação de que não prestou a devida atenção da primeira vez. Quando você tinha 20 anos e esquecia o nome de alguém, não dizia que era um lapso de memória, não é? Isso funciona! Um estudo com pessoas na faixa dos 60 anos descobriu que as que atribuíam à velhice a dificuldade em completar tarefas, tais como caminhar distâncias moderadas, eram muito mais propensas a ter artrite, doenças cardíacas e perda de audição do que as que atribuíam a outras razões.

Tire a TV do quarto e da sala

Na realidade, desligue por completo. Quanto mais as pessoas idosas assistem à TV, pior se torna a percepção delas sobre o envelhecimento. Um estudo com pessoas entre 60 e 90 anos que assistiam em média 21 horas de TV por semana descobriu que os idosos eram em geral o principal motivo das piadas ou então eram deixados de lado. No total, o estudo descobriu que menos de 2% dos personagens do horário nobre da TV têm 65 anos ou mais.

Suas atitudes têm o poder de programar o corpo para atuar como você pensa que deve atuar. Portanto, não desanime ou se deixe levar pelas limitações. Envelheça com saúde e feliz!