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Publicado em: 12 de março de 2020

Saiba quando é “apenas um resfriado”

Fique atento aos sintomas, pois pode ser mais do que um resfriado.

Imagem: dragana991/iStock

Saber quando se tem “apenas um resfriado” e quando os sintomas talvez exijam cuidados médicos é o primeiro passo para manter os pulmões e o sistema respiratório em ótima forma durante todo o ano. 

As infecções do sistema respiratório provavelmente são os problemas de saúde mais frequentes que muitos de nós enfrentamos. De fato, é difícil alguém passar o ano sem um resfriado ou uma dor de garganta.

Como, no entanto, os sintomas respiratórios são muito comuns, há quem dê pouca importância a um problema mais grave, considerando-o “insignificante” ou “normal”.

Além disso, a não ser que você procure o médico com um problema de saúde associado aos pulmões, é improvável que seja submetido à avaliação da função pulmonar. Isso significa que você deve estar especialmente atento a sintomas triviais que não desaparecem.

Sintomas respiratórios mais comuns de um resfriado

Em geral, os sintomas respiratórios a seguir não devem causar preocupação. A maioria é autolimitada e melhora com o uso de medicamentos vendidos sem receita médica.

Coriza, congestão nasal e espirro

A rinite – inflamação da membrana de revestimento do nariz, que resulta em congestão – pode ser causada por resfriado ou por uma reação alérgica a pólen ou a ácaro da poeira domiciliar. Se melhorar em alguns dias, é provável que seja um resfriado, que são mais comuns no inverno. Mas, se ocorrer apenas no verão, a causa pode ser alergia a pólen. Se durar o ano todo, é mais provável que seja uma reação alérgica a ácaros. O muco nasal muda de cor e consistência durante o resfriado; se o muco é mais espesso, a causa provável é a rinite alérgica.

Tosse

Ela pode ser perturbadora, constrangedora e ruidosa, mas também é eficaz. A tosse é a forma usada pelo corpo para se livrar de qualquer substância irritante – grande ou pequena, úmida ou seca – potencialmente danosa aos pulmões.

O edema das vias respiratórias e a produção adicional de muco desencadeados por uma infecção provocam tosse quando o corpo tenta eliminar o excesso de muco.

Os problemas respiratórios, no entanto, não são as únicas causas de tosse. Ela também pode ter origem em alguns medicamentos, especialmente os usados no tratamento da hipertensão arterial e das doenças cardíacas, ou ser consequência do refluxo de ácido gástrico.

A tosse pode, ainda, ser um hábito nervoso, e nesse caso é possível aprender estratégias para controlar o nervosismo e a ansiedade. O tipo e o horário de uma tosse podem fornecer informações úteis sobre a possível causa.

Uma tosse produtiva, oriunda dos pulmões, contém o excesso de muco e os resíduos produzidos quando o corpo se defende contra uma infecção. O excesso de muco que drena pela garganta também provoca tosse. A irritativa é seca e causada por um problema breve. Pode ser deflagrada por exercício, mudança de temperatura, fumaça, aerossóis, perfume, fala ou mesmo emoção.

A tosse noturna que interrompe o sono deve ser discutida com o médico, porque pode indicar asma. A tosse que ocorre de manhã cedo é comum em fumantes, pois elimina o muco acumulado nas vias aéreas.

Se a tosse não melhorar

A tosse costuma cessar espontaneamente após alguns dias. Mas você deve procurar orientação médica em qualquer das seguintes situações:

1. A tosse tem duração superior a duas semanas.

2. É intensa e dolorosa, em especial se estiver associada a dor torácica.

3. O muco contém sangue ou apresenta coloração escura.

4. A tosse é acompanhada por falta de ar. 

Controle da tosse

Para interromper um episódio de tosse, respire devagar, beba pequenos goles de líquidos frios e chupe pastilhas. Os remédios contra tosse conseguem aliviar tosses dolorosas; xaropes expectorantes de venda livre e inalações de vapor ajudam a soltar o catarro. Não tente suprimir a tosse: ela é uma forma natural de limpar as vias respiratórias. 

Problemas respiratórios

Os mais comuns são falta de ar, dificuldade respiratória (isto é, o esforço para respirar é maior) e respiração dolorosa. Na maioria das vezes, as crises de falta de ar são causadas por asma e associadas a estímulos conhecidos.

A falta de ar na doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) não é reversível, e o médico prescreve medicamentos para ajudar o paciente a levar uma vida a mais normal possível.

A dificuldade respiratória é uma característica da asma e da DPOC, mas também pode ser causada por infecções pulmonares, como bronquite e pneumonia. A falta de ar associada a formigamento labial, perda da sensibilidade nos dedos, tonteira e sensação de incapacidade de inspirar ar suficiente pode ser causada por tensão e ansiedade, e não ter origem física.

Uma respiração rápida prolongada, acompanhada por esses sintomas, é conhecida como hiperventilação. Uma pessoa que começa a hiperventilar deve ser apoiada e encorajada a respirar de forma profunda, lenta e calma. Outra opção é tentar respirar regularmente dentro de um saco de papel por alguns minutos. 

Sibilos

O sibilo, uma queixa comum, é o som produzido pelo ar ao sair das vias respiratórias obstruídas, cujas paredes estão tão próximas que vibram. É uma manifestação de obstrução crônica das vias respiratórias e um sinal de descontrole da asma, mas também pode ser causado por muitos outros distúrbios e alguns medicamentos.

Apneia do sono

A interrupção temporária da respiração durante o sono, chamada apneia do sono, pode ser amedrontadora para aqueles que a testemunham (em geral, as vítimas não tomam conhecimento durante a noite). Quando a pessoa para de respirar, seus níveis sanguíneos de oxigênio caem, o encéfalo deflagra a resposta para despertar e a pessoa volta a respirar normalmente.

Para fazer um diagnóstico de apneia do sono, é preciso que haja pelo menos cinco episódios, com duração de dez segundos cada um, em uma hora. A pessoa só percebe os sintomas durante o dia. Estes incluem inquietação, cansaço apesar de um número razoável de horas na cama, cefaleia ao acordar, irritabilidade, dificuldade de concentração e prejuízo da memória.

Quando consultar o médico

Os problemas respiratórios mais comuns são manifestações de resfriados ou gripes, que não exigem uma consulta médica. Mas se você está preocupado, procure um posto de saúde ou o seu clínico particular.

É preciso procurar o médico ao primeiro sinal de sintomas respiratórios se você:

1. Tiver um outro distúrbio que dificulte o combate a infecções, como diabetes melito ou HIV, ou uma doença cardíaca.

2. Já tiver um problema respiratório, como asma ou DPOC (bronquite, enfisema).

3. Resfriado que dura mais de 10 dias (pode ser sinusite).

4. Recorrência de “gripe”.

5. Dor ou desconforto na face, nos ouvidos ou na garganta, concomitante ou posterior a um problema respiratório.

6. Tosse com eliminação de catarro viscoso e de cor anormal, ou surgimento de tosse coincidente com o início do uso de um novo medicamento.

7. Tosse acompanhada por falta de ar.

8. Dor de garganta por mais de duas semanas ou associada a rouquidão.

9. Pontos brancos nas tonsilas (também conhecidas como amígdalas). 

Descrever problemas respiratórios ajuda o médico a diagnosticar

As informações a seguir são bastante úteis para diagnosticar a causa dos sintomas respiratórios. Antes da consulta, pense nas respostas às seguintes perguntas e instruções:

1. Quando surgiram os sintomas?

2. Estavam associados a algum fator específico – por exemplo, outra doença, mudança de ambiente, clima ou uso de medicamentos?

3. Descreva o muco: cor, consistência, volume.

4. Descreva a tosse: seca, irritativa, produtora de muco, espasmódica, período do dia em que ocorre.

5. Você ou um parente tem alguma doença do coração ou pulmão?

6. Você sente dor no peito ou apresenta sibilos ou falta de ar? 

Quem fica mais resfriado?

Idosos e crianças são mais propensos a infecções. No entanto, idosos têm maior dificuldade para se recuperar. As crianças contraem até 12 resfriados por ano, mas, como costumam ser saudáveis, a cura é rápida. As mulheres contraem mais resfriados do que os homens, talvez porque tenham mais contato com crianças. 

Assista ao vídeo da Dra. Débora Otero sobre o coronavírus.

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